4 de abril de 2008

“Troca de Palavras” Na Promoção de uma Vida Saudável


O incentivo ao exercício físico na Promoção da Saúde, foi o objectivo do último “Troca de Palavras com…” realizado na Biblioteca Municipal da Covilhã.



Como vem sendo habitual na última quinta-feira de cada mês, realizou-se, no passado dia 28, mais um “Troca de Palavras com…”. A iniciativa organizada pela Câmara Municipal da Covilhã, que decorre mensalmente na Biblioteca Municipal, abordou um tema de interesse social “Medicina e Exercício Físico na Promoção da Saúde”.


Nesta sessão, ocorreu um “Troca de Palavras com…” o Dr. Miguel Castelo Branco e o professor de Educação Física, Albino Carlos Ferreira, onde ambos abordaram a importância do desporto na Prevenção da Saúde.


Dr. Miguel Castelo Branco realçou a importância da educação para a saúde e que esta “visa a sensibilização para a alteração de comportamentos e adopção de estilos de vida saudáveis”. É neste âmbito que “a Medicina não está ligada exclusivamente ao tratamento da doença, está também ligada à promoção da saúde”. A obesidade em Portugal é motivo de preocupação, pois “temos cada vez mais facilidade em alimentarmo-nos com mais calorias”. No final da sua intervenção, destacou ainda a importância de “promover, prevenir, tratar e cuidar para uma vida saudável”.


Albino Carlos Ferreira reforçou a importância do exercício físico na Promoção da Saúde. Um estudo feito pelo próprio, que abrangeu 25% da População Escolar (alunos entre o 8º e 10º ano de escolaridade) da Covilhã, revelou que apesar de os rapazes praticarem mais desporto que as raparigas, existe uma diminuição de actividade física com a idade. O sedentarismo dos jovens está infimamente ligado ao seu estilo de vida e à pouca prática de desporto. “A actividade física é como um fármaco, o que interessa é a finalidade a que se destina”, esta analogia realçou como a actividade física varia de pessoa para pessoa. Em forma de conclusão, Albino Ferreira deixou uma crença a todos os presentes, “A saúde é uma consequência da Educação Física, não uma causa”.


No fim das mediações, abriu-se espaço à participação do público que expôs algumas questões sobre a melhor forma de manter uma actividade física diária, moderada e controlada. O Representante da Câmara, Paulo Rosa, informou ainda aos presentes que o Complexo Desportivo da Covilhã se encontra aberto diariamente, após as 18horas, e de forma gratuita, de modo a incentivar a população da Covilhã à actividade física.


Sofia Simões

3 de abril de 2008

Os media no caso do Telemóvel


Este trabalho serve para mostrar um ponto de vista sobre um acontecimento em nada diferente a tantos outros.
Falo do, mais que famoso, caso da jovem a quem foi retirado o telemóvel numa sala de aula. Logo aqui coloca-se uma questão fundamental: teria a professora autoridade para retirar o referido objecto à aluna?
O uso dos telemóveis está proibido em todas as salas de aula, como decorre do Art.º 15, al. q) do Estatuto do Aluno independentemente da sua transposição para o Regulamento Interno;
No entanto, não existe qualquer norma legal que confira a qualquer professor competência para apreender objectos. Poder-se-á considerar os professores como fiscais? Ou até agentes de autoridade?
Em relação à atitude da aluna, não existiu qualquer violência física, ao contrario do que foi noticiado pelos media, aliás basta ler os artigos do Código Penal sobre ofensas à integridade física para facilmente percebermos que o que se passou não se enquadra nas previsões legais.
Contudo vai contra ao disposto na alínea d) do Art.º 15 do referido Estatuto, “ Tratar com respeito e correcção qualquer membro da comunidade educativa;” e f) do mesmo artigo: “Respeitar as instruções dos professores e do pessoal não docente”.
Em relação ao comportamento da professora, que para muitos deveria ter expulsado a aluna logo que esta utilizou o telemóvel, digo que a ordem de saída da sala de aula é «aplicável ao aluno que aí se comporte de modo que impeça o prosseguimento do processo de ensino e aprendizagem dos restantes alunos». Este era o teor do Art.º 30 do anterior Estatuto do Aluno. Já não consta expressamente do novo Estatuto, mas continua a ser esse o entendimento do Ministério da Educação.
O professor que aplique imediatamente ordem de saída da sala de aula a um aluno que tenha um telemóvel na mão corre o risco de ser considerado pelo Conselho Executivo ou pelo Director de Turma como incapaz de lidar com situações de infracção aos regulamentos.
Mas foco aqui o que para mim é essencial debater: o direito à imagem. Pois foi devido à difusão de um vídeo, que um caso que ia cair no esquecimento, e que não traria qualquer consequências para ninguém, se tornou num abrir de olhos para os pais mais desatentos e uma chamada de atenção à sociedade para a realidade do ensino português.
Mas terá este vídeo, que fez mover mundos e fundos, sido obtido legalmente? Obtém-se ilicitamente uma imagem, quando as imagens são obtidas sem o consentimento expresso do cidadão, utilizando meios que violem a privacidade do cidadão como, por exemplo, câmaras escondidas.
Em determinadas situações pode-se expor ou reproduzir a imagem de um cidadão sem a sua autorização. A pessoa retratada não tem que dar o seu consentimento quando assim o justifique a sua notoriedade, o cargo que desempenha, exigências de polícia ou de justiça, finalidades científicas, didácticas ou culturais, ou quando a reprodução da imagem vier enquadrada na de lugares públicos, como vem explicitado no Código Civil, Artº 79º, n.º2.
A situação não se encaixa em nenhuma das excepções previstas na lei. Portanto o aluno que filmou a situação, além de usar indevidamente o telemóvel, como já abordado, obteve as imagens de forma ilegal.
As televisões utilizaram essas imagens para difundirem o acontecimento, não tendo, em alguns casos, o cuidado de esconder as identidades. Mas tendo noção que aquele vídeo foi alcançado de forma incorrecta, deveriam tê-lo transmitido? Não se pode acusar os media de cumplicidade?

Onde fica a deontologia e a ética profissional?

2 de abril de 2008

Esclerose Múltipla em debate na Covilhã



A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica crónica de causa ainda desconhecida. Esta patologia não tem cura, a aposta em hábitos de vida saudáveis tenta prevenir novos casos.


O Hotel Turismo da Covilhã foi o lugar escolhido para a realização da X Acção/Convívio Esclerose Múltipla da Beira Interior. A tarde de 30 de Março, domingo, foi reservada pelos participantes para aprofundarem os seus conhecimentos sobre a doença.


Manuel Gonçalves, representante da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), deu a conhecer o trabalho da organização e destacou a necessidade de “falar sobre as consequências pessoais, sociais, laborais que a doença acarreta”. Catarina Cruto, interna de Neurologia do Centro Hospitalar Cova da Beira, falou sobre a importância da alimentação na prevenção e no acompanhar da doença.


Esta enfermidade afecta sobretudo mulheres e estima-se que haja 5.000 doentes em Portugal. No entanto, Catarina Cruto assegura que é “a facilidade com que, actualmente, se faz um diagnóstico que dá a ilusão do aumento de casos de Esclerose Múltipla”.


A tarde serviu também para o Núcleo da Beira Interior da SPEM apresentar o livro “Receitas para gente apressada”. A obra, uma colectânea elaborada pelo NBI-SPEM, foi ilustrada pelas crianças do Centro Paroquial do Refúgio.


O Grupo infantil deste centro actuou no final do dia. O convívio terminou depois da cerimónia comemorativa do 3º aniversário do NBI-SPEM.

in: urbi et Orbi

1 de abril de 2008

PORTO-RIQUENHOS E AVEIRENSES DE PARABÉNS






Ciclo de Teatro Universitário chega ao fim em noite de aniversário do TeatrUBI





Foi em clima de festa que o TeatroCine da Covilhã se despediu de duas semanas de arte teatral. Actores e espectadores comemoraram juntos mais um êxito.



O último dia do XII Ciclo de Teatro Universitário da Beira Interior coincidiu com o 19º aniversário do TeatrUBI e serviu, além de homenagear grupo aniversariante e consagrar os vencedores dos dois prémios em disputa, para este grupo e a Associação de Teatro e Outras Artes (ASTA), organizadores do evento, mostrarem em palco uma criação e encenação de António Abernú: PLAGIAI.



A peça com interpretação de Gabriel Travasso, Graça Faustino, Mafalda Morão, Rui Pires e Sérgio Novo abordou os 7 pecados mortais: vaidade, ira, preguiça, gula, luxúria, inveja e arrogância. Os pecados das personagens foram um “espelho” onde cada um dos espectadores podia encontrar a própria imagem que tanto se deseja esconder. Sem texto, os actores utilizaram apenas a linguagem corporal para fazer passar a mensagem.



De comemoração, foi também a noite do Grupo de Artes Escénicas Colombeia, Cuerpo de Artes Teatrales da universidade de Porto Rico recinto de Cayey, que ganhou o prémio do público depois de ter, na noite anterior, apresentado a peça “La vuelta al mundo en 80 dias”. E a do Grupo Experimental de Teatro da Universidade da Aveiro (GRETUA), vencedor do prémio do júri que, no dia anterior aos porto-riquenhos, subiu ao palco com o “Auto do Aleatório”.



Para o encenador aveirense João Fino “foi uma surpresa ganhar este prémio”. No entanto, “este reconhecimento deixa-nos muito orgulhosos e compensou os sacrifícios que o grupo passou no Verão”. Menos surpreso, mas igualmente feliz, mostrou-se Oscar Gonzales, um dos encenadores porto-riquenhos: “Vi a reacção do público na noite da nossa actuação e fiquei a pensar que poderia haver a possibilidade de ganhar. Temos que agradecer ao público que votou em nós, jamais nos vamos esquecer destes dias aqui na Covilhã”.



Rui Pires, presidente do TeatrUBI, frisou as evoluções deste evento referindo que de uma semana o Ciclo passou para duas, e de um mero ciclo nacional passou a contar com grupos de Espanha e actualmente já recebe participações da América Latina, com é o caso do Brasil e de Porto Rico. Questionado sobre o número de espectadores das duas semanas de espectáculos, Rui Pires não é brando com “a falta de preparação dos alunos que chegam à universidade. Quando cá chegam ou vêm somente para estudar ou para sair à noite para as discotecas. O Teatro raramente é uma opção”.



O Ciclo de Teatro que surgiu de uma ida à capital há 12 anos terminou no dia 14 de Março após 14 noites de espectáculo. Os preços variaram entre 1,5€ e 3€ para as entradas diárias e 15€ e 30€ para os bilhetes gerais.

AAUBI Vence III Torneio de Apuramento



As jogadoras de futsal da AAUBI mostraram-se intranquilas, no início da competição, perante o seu público. No entanto, as quatro vitórias conquistadas espelham bem a garra e qualidade do grupo.


A equipa da Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI) ganhou o terceiro e último Torneio de Apuramento de Futsal feminino. O Torneio organizado a nível nacional pela Federação Académica do Desporto Universitário (FADU) teve lugar no Pavilhão 1 da UBI no passado dia 6 e 7 de Março.


Num torneio de todos contra todos, a formação da Covilhã venceu os quatro jogos em disputa, levando a melhor as equipas das Associações Académicas das Universidades de Aveiro (AAUAv), Minho (AAUM), Trás-os-Montes e Alto Douro (AAUTAD) e Coimbra (AAC) por 5-2, 3-1, 7-3 e 13-3, respectivamente.


A equipa da casa já tinha garantida a participação na fase final da competição, que se vai realizar em Aveiro nos dias 23, 24 e 25 de Abril, depois de ter obtido o 1º lugar no Torneio de Apuramento inicial e o 2º lugar, depois de perder nos penalties, na prova seguinte.


Na opinião de Arménio Coelho, treinador da equipa da AAUBI, “o grupo é muito bom! As jogadoras trabalham muito bem, são muito aplicadas, não faltam aos treinos… só com este tipo de comportamentos é que nós conseguimos resultados. E estes estão a aparecer somente devido ao seu trabalho e dedicação”.


Além da AAUBI também as formações da AAUTAD, AAUAv e AAC conseguiram o apuramento. Das seis equipas a realizarem a fase regular da Zona Nacional deste campeonato, apenas o Instituto Politécnico de Leiria (IPL) não se fez representar na Cidade Neve.


Este torneio contou com a organização da AAUBI e com o apoio dos Serviços de Acção Social da Universidade da Beira Interior.