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16 de abril de 2007

porque é de apontamentos pessoais que é feito este blog...



Podem não perceber porque escrevo estas linhas no meio de sumários e apontamentos de aulas. Na verdade também me questionei umas quantas vezes se o deveria fazer, e cheguei à conclusão que também faz parte do crescimento académico discutir assuntos com relevância.
E não é o facto de o nosso Primeiro ser ou não licenciado que me deixa intrigado, mas sim o facto de tantas vozes se ouvirem a pedir a sua demissão.
Pesquisando por »disciplinas, cadeiras« no Google Blog search encontramos os seguintes títulos:
1- As perguntas a que Sócrates não respondeu
2- UnIgate: Sócrates e as equivalências concedidas pela Universidade ...
3- Dúvidas que subsistem
4- À ESPERA QUE O ASSUNTO MORRA POR SI... Tudo começ...
5- "BACHAREL"?!...
6- Demita-se Sr. "eng" Socrates!!!!!!
7- A polémica licenciatura de Sócrates
8- Será verdade ou mais uma mentira?
9- Este não fala do assunto (ao fim de nove entradas finalmente um que não aborde este tema)
10- Sim sr. primeiro-ministro ou sim sr. engenheiro?

A pergunta que coloco é: “se realmente algo de errado se passou devemos atacar o primeiro-ministro ou as instituições que permitiram tal abuso?”
Mas coloco outra de seguida com tanta ou mais importância que a primeira: “E se tudo não passa de um erro? Ou até de um ataque pessoal?”
Bem como não sei a resposta não vou sequer dar a minha opinião. Mas quantos não escrevem sem conhecimento de causa? Será justo fazer um ataque tão cerrado só por diferença na cor política?
Aqui não dou respostas, creio que cada um deve tirar as suas ilações. Devemos pensar antes de falar ou escrever o que quer que seja.
Será este um tema que mereça toda a nossa atenção? Ou será uma fórmula de nos atirar areia para os olhos e distrair-nos enquanto pela calada cai outra madrugada?

13 de abril de 2007

texto de opinião sobre "Live from Bagdad"


Live from Bagdad é um filme que explora todo um cenário de guerra e a acção dos profissionais de comunicação perante o mesmo.
Os problemas logísticos, as decisões complicadas que se têm de tomar em situações de crise tomam forma numa brilhante filme protagonizado por Michael Keaton.
Mas é também nesta obra que o espectador compreende de que modo são, manipuladas as notícias e as informações. Este exemplo está presente no caso dos hospitais, no qual a equipa de reportagem foi como que “obrigada” a noticiar algo que sabiam à partida não ser verdade. Nesta situação põe-se à prova o comportamento do jornalista, de acordo com a sua decisão de avançar ou não com uma notícia falsa. Sabendo também que qualquer notícia editada e colocada no ar iria comprometer toda a estação televisiva.
Mas também se explora o que se designa por valor-notícia. O que é que realmente é notícia, o que é que verdadeiramente importante para se divulgar. E até onde deve ir uma equipa de reportagem para obter uma notícia. Será que as suas vidas devem ser subvalorizadas perante a oportunidade de notícia?
Muitas dificuldades são mencionadas, nomeadamente as dificuldades de entrevista e tudo o que isso pode acarretar. Um profissional nunca pode manter uma ligação de amizade com o seu entrevistado sob pena do trabalho sair defraudado. E na tentativa de encontrar uma boa entrevista Michael Keaton cai no erro de pensar que mantém laços estreitos com um dos ministros de Saddam. Mostrando assim estar vulnerável a um abuso por parte deste bloco. Vindo isso a acontecer, como já referido a trás, na notícia dos hospitais do Kuwait.
Este filme personifica bem a fibra que é necessária a um jornalista para saber como lidar em situações de crise e pressão. Apesar de colocarem a sua vida em risco, o grupo da CNN foi o único a apostar na transmissão ao vivo da Guerra que despontava mesmo ao seu redor em Bagdad.
Se por um lado a guerra é aproveitada por cadeias de informação para auto-promoção, por outro lado cumpre-se a isenção da notícia. Porém vivia-se num tempo em que as audiências são disputadas até ao último segundo, e o risco que os jornalistas da CNN apostaram foi o preço a pagar.

Sofia Simões

"live from Bagdad" texto de opinião


“Live From Bagdad” é um filme emocionante que demonstra a acção dos profissionais de comunicação social no decorrer de uma guerra e sobretudo a sua importância, e o modo como actuam, num período em que qualquer falha pode levar a um devastador conflito. Mas é também uma película que realmente mostra de que modo estes profissionais podem ser usados e, passo a expressão, abusados pelas várias partes.
Um destes profissionais pode querer subir na carreira à custa de uma magnífica reportagem de guerra, pode lutar 20anos pela fama e pelo reconhecimento, mas também pode perder isso tudo por um erro, por uma situação menos bem pensada ou pelo abuso a que está sujeito, como podemos ver nesta obra. E é nela que o espectador é chamado a ver esta realidade quando no seu decorrer equipa de reportagem é levada para hospitais e “obrigada” a noticiar algo que sabem não ser a verdade.
A luta para um reconhecimento próprio será um fim tão grandioso que vale a própria vida e daqueles que em termos logísticos nos ajudam a crescer?! Afinal, o jornalista é um profissional isento?! É imparcial ou, muitas vezes devido a situações exteriores ao próprio, poderá noticiar, incorrectamente, algo que vá beneficiar uma das partes?! Até que ponto podemos confiar numa fonte/intermediário? Estas e outras perguntas são lançadas neste trabalho cinematográfico baseado em factos chocantes, mas reais, de uma guerra “privada” de George Bush (pai) contra o Iraque.
Uma guerra aproveitada por cadeias de informação para auto-promoção, num tempo em que um ponto a mais de audiência é batalhado até ao último segundo, custando, por vezes, mais do que se pode pagar.
Pessoalmente, e fugindo um pouco ao filme, creio que inicialmente todas as cadeias de informação norte-americanas apoiam as decisões dos seus governos em relação às guerras. As suas reportagens têm como ponto de focagem mostrar ao, ignorante, povo americano o porque da guerra, e, sobretudo, mostrar que os outros é que são o “lobo mau” da história, abafando casos como. Abu Ghraib Esta situação é-nos mostrada no filme com o caso das incubadoras roubadas pelos militares iraquianos.
O “quanto vale uma notícia?” é uma pequena, mas grande, diferença que se nota entre o jornalismo americano e o europeu.


joão pereira

18 de março de 2007

O APOIO À EXISTÊNCIA DAS “SALAS DE CHUTO”


Um tema cada vez mais actual e que tem saindo lentamente da sombra dos males da sociedade são as “salas de chuto”. A criação destas salas em diferentes pontos do país, nomeadamente Lisboa e Porto, tem suscitado grande polémica.
Há décadas que o tema da droga tem levantado grande interesse e contradições. O facto de ainda não haver tratamentos conclusivos e de não ter sido encontrada a melhor maneira de resolver este flagelo social, leva-me a acreditar que a aposta na criação de “salas de chuto” possa ser a solução mais viável para ajudar não só as pessoas que já se encontram terrivelmente emaranhadas neste meio, tal como aquelas que por desespero podem não saber resistir a este mundo.
O nosso país ao aderir a um Plano Nacional contra as drogas e toxicodependências, só demonstra que está activamente empenhado em acabar com este problema social.
As “salas de chuto” ao contrário do que se possa pensar, não serve só para os toxicodependentes adquirirem e consumirem droga sob o consentimento do Estado, pois também vão existir programas terapêuticos, campanhas de informação e planos para reinserção de ex-toxicodependentes na sociedade.
Ao contrário do que acontece em clínicas de reabilitação, a ideia não é obrigar o toxicodependente a libertar-se das drogas apoiando-se só em meios psicológicos e força de vontade, visto que a pessoa nesse momento tem pouca força psíquica e física para aguentar um tratamento tão rígido. A ideia das “salas de chuto” é retirar os toxicodependentes da rua sob o olhar atento de médicos e especialistas e facultar o mínimo de drogas necessárias para a sua libertação total deste mundo. Deste modo, estão também a diminuir o possível tráfego de drogas, que atinge diariamente milhares de inocentes. Em relação a este tema tão polémico, a minha única oposição está perante a escolha do nome: “salas de chuto”. Este nome não inspira a confiança e adesão necessária que se pretende obter com esta iniciativa.

Sofia Simões