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22 de abril de 2008

Teatro das Beiras e Quarta Parede encenam “A Disputa”


O texto de Pierre Marivaux, escrito no séc.XVIII, aborda temas actuais. “A Disputa” mantém-se em palco, no Teatro das Beiras, até 3 de Maio.


A fábula “A Disputa”, de Marivaux, co-produzida pela Quarta Parede e pelo Teatro das Beiras, estreou no passado dia 10 e mantém-se em cena até o próximo dia 3 de Maio, todas as noites pelas 21.30 horas.
A questão da infidelidade desperta o interesse de um príncipe que decide fazer uma experiência: educar dois homens e duas mulheres, que nunca se viram, num ambiente completamente protegido do mundo exterior, sem qualquer contacto com outros seres humanos, exceptuando-se os seus dois criados.


Na adolescência, quando o desejo do amor aparece, através de estratagemas dos criados, os quatro, que sempre viveram isolados, vão encontrar-se. Naturalmente, os sentimentos florescem, nos corpos e nas mentes virgens, dando origem a promessas de amor eterno, que são de imediato desmentidas pelo confronto com novos encontros amorosos. No final, verifica-se que os dois sexos estão de igual modo sujeitos à instabilidade e à infidelidade.


A peça é um misto de cinema, através da projecção em tela, e de teatro. “A ideia foi juntar a experiência mais clássica do Teatro das Beiras, e a tendência pluridisciplinar da Quarta Parede”, refere Rui Sena, encenador da peça e também director da Quarta Parede, que recorreu “à tecnologia, ao movimento e ao cinema para poder fazer essa transposição”. A ideia é “o público sentir-se como voyeur” e viajar num mundo de ódios e paixões onde reina a sedução e infidelidade.


Apesar de quase três séculos de existência, o texto de Marivaux “continua actual”, considera Rui Sena, pois “falar das pessoas e das suas relações é muito importante”. No entanto «daqui a algum tempo “A Disputa” poderá ser feita em planos diferentes e terá, por exemplo, casais do mesmo sexo», conclui o encenador.


Sofia Simões



Também no URBI

8 de abril de 2008

Posso Avançar? Pergunta o Cavalo


"Posso Avançar? Pergunta o Cavalo", a mais recente co-produção da ASTA e do TeatrUBI parte em viagem para uma série de mostras por Espanha e Portugal.

Este espectáculo que estreou no passado 21 de Fevereiro no Teatro-Cine da Covilhã, onde saiu em cena mais 3 vezes (dias 22 e 23 de Fevereiro e 1 de Março) contou com mais de 1000 espectadores.

Datas já agendadas:

Abril 12 - Coruña (Espanha) 25 - Ourense (Espanha)

Maio 9 - P 18 - Lisboa (Portugal) 24 - Porto (Portugal)

1 de abril de 2008

PORTO-RIQUENHOS E AVEIRENSES DE PARABÉNS






Ciclo de Teatro Universitário chega ao fim em noite de aniversário do TeatrUBI





Foi em clima de festa que o TeatroCine da Covilhã se despediu de duas semanas de arte teatral. Actores e espectadores comemoraram juntos mais um êxito.



O último dia do XII Ciclo de Teatro Universitário da Beira Interior coincidiu com o 19º aniversário do TeatrUBI e serviu, além de homenagear grupo aniversariante e consagrar os vencedores dos dois prémios em disputa, para este grupo e a Associação de Teatro e Outras Artes (ASTA), organizadores do evento, mostrarem em palco uma criação e encenação de António Abernú: PLAGIAI.



A peça com interpretação de Gabriel Travasso, Graça Faustino, Mafalda Morão, Rui Pires e Sérgio Novo abordou os 7 pecados mortais: vaidade, ira, preguiça, gula, luxúria, inveja e arrogância. Os pecados das personagens foram um “espelho” onde cada um dos espectadores podia encontrar a própria imagem que tanto se deseja esconder. Sem texto, os actores utilizaram apenas a linguagem corporal para fazer passar a mensagem.



De comemoração, foi também a noite do Grupo de Artes Escénicas Colombeia, Cuerpo de Artes Teatrales da universidade de Porto Rico recinto de Cayey, que ganhou o prémio do público depois de ter, na noite anterior, apresentado a peça “La vuelta al mundo en 80 dias”. E a do Grupo Experimental de Teatro da Universidade da Aveiro (GRETUA), vencedor do prémio do júri que, no dia anterior aos porto-riquenhos, subiu ao palco com o “Auto do Aleatório”.



Para o encenador aveirense João Fino “foi uma surpresa ganhar este prémio”. No entanto, “este reconhecimento deixa-nos muito orgulhosos e compensou os sacrifícios que o grupo passou no Verão”. Menos surpreso, mas igualmente feliz, mostrou-se Oscar Gonzales, um dos encenadores porto-riquenhos: “Vi a reacção do público na noite da nossa actuação e fiquei a pensar que poderia haver a possibilidade de ganhar. Temos que agradecer ao público que votou em nós, jamais nos vamos esquecer destes dias aqui na Covilhã”.



Rui Pires, presidente do TeatrUBI, frisou as evoluções deste evento referindo que de uma semana o Ciclo passou para duas, e de um mero ciclo nacional passou a contar com grupos de Espanha e actualmente já recebe participações da América Latina, com é o caso do Brasil e de Porto Rico. Questionado sobre o número de espectadores das duas semanas de espectáculos, Rui Pires não é brando com “a falta de preparação dos alunos que chegam à universidade. Quando cá chegam ou vêm somente para estudar ou para sair à noite para as discotecas. O Teatro raramente é uma opção”.



O Ciclo de Teatro que surgiu de uma ida à capital há 12 anos terminou no dia 14 de Março após 14 noites de espectáculo. Os preços variaram entre 1,5€ e 3€ para as entradas diárias e 15€ e 30€ para os bilhetes gerais.

7 de novembro de 2007

Valsa nº6


"Valsa nº6" é um monólogo carregado de dramaticidade.

Fui ver esta noite, dia 7 de Novembro, a peça "Valsa nº6". Texto de Nelson Rodrigues e encenação de Nelson Rodrigues filho.

Foi uma hora que passou num segundo. Magia do primeiro ao último minuto.

Amanhã estará em cena no Teatro-Cine da Covilhã pelas 21h45 a "Lei da correspondência". Coreografia e interpretação de Cecília Gómes. com duração de 25mnutos.