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15 de março de 2007

Queda do Muro de Berlim

Ontem à noite, milhares de pessoas correram até ao muro que dividia as duas Alemanhas, após uma conferência de imprensa, em directo e transmitida pela televisão da Alemanha–oriental. Nessa conferência, Gunter Schabowski, secretário do Comité Central do Partido Socialista, anunciou a decisão do conselho de ministros de acabar no imediato com as restrições de viagens ao Oeste.
Minutos depois desta notícia, a televisão e rádio ocidental lançaram outra afirmando que as portas do Muro iriam ser abertas.
Estas informações levaram milhares de pessoas até aos postos fronteiriços exigindo a sus abertura. No entanto, as unidades militares aí estacionadas, assim como as unidades de controlo de passaportes não cederam as exigências. Segundo os responsáveis dos postos ainda nenhuma ordem lhes tinha sido entregue para que estes pudessem proceder de tal forma.
Por volta das 23 horas, devido à força da multidão e ao facto dos guardas fronteiriços não saberem como agir, a fronteira abriu-se no posto de Bornholmer Strabe. Minutos depois abriam-se também as do centro de Berlim e na fronteira ocidental.
Esta manhã esperam-se milhares de cidadãos na parte ocidental de Berlim. Peter Litfin dono de um bar junto ao muro colocou um cartaz à frente do seu estabelecimento com a frase: “Irmãos da RDA terão cerveja grátis como prenda de boas vindas.”


O MURO DA
DIVISÃO
De recordar que este Muro foi construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, contava com 66,5km de extensão, 302 torres de observação, 127 redes electrificadas e 255 pistas para os cães de guarda.
A construção desta barreira partiu da RDA e Walter Ulbricht foi o primeiro político a referir-se a um muro, dois meses antes da sua construção.

O ENGANO
Ao que consta, a conferência dada horas antes e que levou milhares até as zonas de fronteira, foi “mal interpretada e a decisão só deveria ser publicada amanhã [hoje]” declarou um membro do governo da RDA.
A RDA não queria abrir as suas fronteiras, e sim deixar as pessoas emigrarem do país.
Contudo, não se acredita que este equivoco não seja aproveitado pelas partes.

João Pereira

regimes totalitaristas

Porquê é que governos liberais abraçaram formas fascistas?
Após a Primeira Guerra Mundial e a crise de 1929, as democracias liberais, que se tinham imposto por quase toda a Europa, tiveram de enfrentar vários problemas. Entre os quais, as dificuldades económicas do pós-guerra que provocaram o aumento do número de desempregados e a degradação geral das condições de vida das populações, dando origem a diversos conflitos sociais: revoltas armadas, greves, manifestações, e ocupação de terras e fábricas. Por outro lado, o triunfo da revolução socialista na Rússia, profetizando os seus defensores a vitória do comunismo por todo o Mundo, assustou muita gente, nomeadamente as camadas sociais mais favorecidas, levando-as a apoiar os movimentos políticos de extrema-direita, na tentativa de evitar a difusão do comunismo e as implicações que trazia.
Toda esta situação tem de ser vista através de uma visão socio-económica. A Europa encontrava-se destruída, com a economia desorganizada e a população, moralmente, em baixo.
O exemplo da Rússia que havia enfrentado várias revoltas e que agora começava a estabilizar, em muito, devido às medidas marxistas (alteradas segundo o entendimento de Lenine, entenda-se), os desastrosos acontecimentos económicos que assolaram os Estados Unidos da América (EUA) e por consequente a Europa, principalmente os países que entraram nas Alianças (e que eram agora devedores dos EUA, devido aos empréstimos e investimentos feitos no “velho continente” pelo governo do país do “Tio Sam”) como por exemplo à Inglaterra, à Itália, à Alemanha e à França, foram factores que levaram certos filósofos, políticos e grupos políticos, sobretudo de direita, a repensarem nos seus objectivos e ideais.
Vivendo a Europa subjugada à única super – potência, a crise 29 trouxe novas dificuldades e novas barreiras económicas, sociais e políticas. Novas medidas tinham de ser tomadas. O povo queria soluções, e essas soluções apareciam quase sempre em forma de revolução. Revoluções que apareciam de inúmeras e diferentes formas.
O capitalismo, para muitos estava em queda, e ninguém quereria estar nesse barco quando este fosse completamente ao fundo. Portanto, o melhor a fazer era escolher um novo barco, um novo rumo.
Contudo não poderemos generalizar as causas que levaram certos países e políticos a escolherem formas fascistas de governação. Podemos mostrar o contexto social que se vivia na época para tentar explicar o porquê, mas cada país é um caso.
A Alemanha sentia-se abafada depois da 1ªGrande Guerra. Inglaterra, França EUA lutavam pelo desarmamento deste país e faziam de tudo para obter o poder governamental sobre partes da Nação Germânica.
A Itália parcialmente destruída e sem conseguir recompor-se da guerra entra num circulo vicioso de quase autodestruição.
A Rússia agora governada por Estaline (1924 – 1953) via a sua economia mais forte devido à socialização total desta com a extinção da NEP e a instalação de planos quinquenais que fizeram com que a URSS se desenvolvesse significantemente.
Os EUA a partir de 29 deixam de conseguir apoiar a Europa e ainda são obrigados a reclamar o dinheiro emprestado.
Um pouco por toda a Europa foram, então, aparecendo regimes ditatoriais. Espanha e Portugal também são exemplos desses regimes, para uns fascistas, para outros apenas ditatoriais e ainda governos de cariz “duro mas não ditatorial” para outros.
De igual entre eles estava o facto de os seus governos terem como meta a fortificação da economia do seu próprio país.
Cada país que abraçou o fascismo acabou por lhe dar um motivo diferente.


joão pereira
sofia simões
vanessa bernardo
claudia pina

revoluções russas

As Revoluções Russas de 1917 radicam num conjunto de tensões sociais e bloqueios políticos resultantes do aparente imobilismo e das contradições que se foram acumulando ao longo de várias dezenas de anos.


As Revoluções russas, ou a Revolução Russa, foi uma série de acontecimentos a nível político na Rússia que, posteriormente à queda da autocracia (queda do czar Nicolau II) e da Duma (no fim da Guerra contra o Japão, o Czar russo criou a Duma, uma espécie de Parlamento, para tentar diminuir as tensões sociais que se faziam sentir na altura), resultaram no estabelecimento do poder soviético sob o controle do partido dos bolcheviques (partido maioritário). O resultado desse processo foi a criação da União Soviética.
A queda do Czar deveu-se sobretudo a uma crise socioeconómica. Em 1904 a Rússia desejava expandir-se para oriente. Assim, entrou em guerra com o Japão acabando por perder a guerra. A situação socioeconómica agravou-se e o regime czarista foi minado por uma série de revoltas e contestações, em 1905, envolvendo operários, camponeses, marinheiros e soldados do exército.
Greves e protestos, contra o regime de Nicolau II, foram rebentando em inúmeras partes da Rússia. Por exemplo, em São Petersburgo, foi criado um soviete para auxiliar na coordenação de várias greves e servir de palco de debate político. Perante tanta contestação o czar viu-se obrigado a ceder em certos pontos, nomeadamente na criação da Duma, o que fez com que os vários partidos revolucionários se dessem por satisfeitos, abandonando os operários e a sua luta. Terminada a guerra no Japão, o governo russo destacou as suas forças especiais para que estes reprimissem os focos de resistência e revolta por parte dos trabalhadores.
O povo era constantemente colocado para último lugar e reprimido. As suas ideias nunca eram ouvidas.
Para se perceber melhor este cenário é preciso reparar que até 1917 a Rússia, ou o Império russo, havia sido uma monarquia absolutista, sustentada na sua grande parte pela nobreza, dona da maioria das terras cultiváveis, era destas famílias que saíam os oficiais do exercito e os principais dirigentes da Igreja Ortodoxa (maior igreja na Rússia). Assim, vivia-se um ciclo vicioso de poder. Só as elites podiam ter poder e comandar o rumo do país.
No entanto, é necessário recuar mais alguns anos para entender a situação sócio – cultural e sócio – económico que deu azo à Revolução. Às portas da Primeira Grande Guerra, a Rússia detinha a maior população da Europa com cerca de 175 milhões de habitantes. A extrema pobreza de grande parte da população era, sem dúvida, o maior problema social que o império arrostava. Enquanto isso, as ideologias liberais e socialistas entranhavam-se no país desenvolvendo uma consciência revolucionária contra os nobres. O crescimento de estudantes universitários de 5000 para 69000 entre 1860 e 1914, assim como o número de jornais diários (13 para 856), é um espelho deste desenvolvimento cultural e ideológico, verificado no país.
A população Russa era multicultural, sendo 80% deste povo pessoas rurais. Contudo, com a industrialização acentuou-se uma classe operária, igualmente explorada, mas com maior capacidade reivindicativa e aspirações de ascensão social. O mau estar provocado pela pobreza extrema e a exploração pela qual grande parte do povo passava foi como uma acendalha das ideias socialistas.
Conhecendo o desenvolvimento das políticas czaristas compreende-se as causas da Revolução Russa.
A constante repressão ao povo por parte das elites políticas, a guerra contra o Japão, a exploração dos operários e a penetração das ideias sociais no país foram os factores mais importantes que levaram ao surgimento de focos de revolução.

joão pereira

"a gazeta do povo"

TROPAS LUSAS
FESTEJAM FIM DA GUERRA

A noticia caiu que nem bomba junto às tropas lusitanas! A Alemanha reconheceu a derrota, depois dos seus apoiantes se terem rendido, e assinou o armistício.
Após o ataque do exército alemão à 12ª companhia portuguesa, onde muitos foram aqueles que sucumbiram, esperava-se que as forças de Berlim pudessem levar a melhor sobre os Aliados. No entanto, tal não aconteceu, e foi ontem que este enorme pesadelo que assolava milhares de famílias em Portugal teve um fim.
De Flandres chegam notícias de enorme contentamento. As companhias lá destacadas festejam com euforia a noticia do fim da guerra.

PORTUGUESES
PREPARAM PARTIDA
É de Lisboa que partem as boas notícias, todas as tropas estacionadas em território francês receberam ordem de regresso.
O comando geral de Lisboa recebeu permissão para retirar os seus homens do campo de batalha. De imediato emitiu a ordem de retirada, que foi recebida em clima de festa e alegria pelos soldados.
A ordem foi posta em prática com grande prontidão. A chegada das primeiras tropas a terras nacionais está prevista para dia 16. a ultima companhia chegará por volta do dia 19.

DIAS E NOITES DE
TERROR
Albino Ferreira, valente soldado, lisboeta regressou a casa há já 1 ano depois de uma bomba lhe ter ferido uma vista e destruído grande parte do membro inferior esquerdo. A alegria que hoje sente é indescritível.
Fala-nos do desejo de reencontrar amigos e das saudades daqueles que morreram para que ele pudesse viver.
As aventuras em Flandres, onde lutou, são agora vistas como um inferno. “De noite era o inferno. Íamos de gatas fazer as patrulhas ou arriscávamo-nos a levar um tiro na cabeça”.
A ideia de uma guerra rápida era ridícula, confessa-nos. Hoje recebeu uma carta de um colega de batalha relatando os acontecimentos mais recentes. “combinámos que todas as semanas me enviaria uma carta a contar o que por lá se passa. Há um ano que estou em Portugal, só ainda recebi 4” - lamenta. O sobrescrito que havia chegado poucos minutos antes, e que Albino faz questão de abrira à nossa frente é datado de 10
de Setembro. Albino diz-nos não poder afirmar se neste momento, este seu amigo, ainda esteja vivo e a festejar o fim “desta maldição”.

MOVIMENTAÇÕES
POLÍTICAS EM MARCHA
Na noite de ontem os chefes máximos dos países aliados entraram em contacto para a marcação de uma reunião de emergência.
Esta reunião terá como pontos fundamentais alguns dos aspectos mencionados pelo presidente norte-americano Wilson no documento intitulado «catorze pontos», entre eles serão debatidos os aspectos relacionados com a paz na Europa, e o fim do poderio alemão.
O governo português já fez saber que será Afonso Costa o encarregue deste assunto tão delicado.
Nos outros países europeus já se sente o fim da guerra. Vários povos já começam a lutar pela sua independência. As monarquias poderão estar em risco. E o bloco da URSS irremediavelmente perdido.

João Pereira

sumário historia - 2ªparte

3º Internacional (1919)

Ameaça às potências ocidentais
1914 /1921 – morreram 12 milhões de russos, devido à Guerra Civil, fome, miséria, penúria, epidemias.


A produção industrial, agrícola cai a pique. Desorganização total.

Em 1921 não se podia viver na Rússia (minorias e Kullacs não estavam satisfeitos)


Surge a NEP – Nova Política Económica – Lenine
Procura permitir uma certa
liberalização económica parcial


Desnacionalização das empresas com menos de 20 trabalhadores

Agricultura – autorizada a venda de excedentes
- incentivo a produzir mais

 Procura cativar técnicas e engenheiros estrangeiros.
 Capital estrangeiro.

Regresso a métodos capitalistas:
 Recorre-se à publicidade
 Prémios de produção
 Melhores salários


Tudo é temporário, não há liberalização política
Tudo é controlado (economia, meios de produção)

Resultados:
 Mais produção
 Melhores condições


1922 – URSS (segue o modelo federal)


União política económica de estados e regiões
com relativa autonomia a um governo central

Alemanha reconhece a URSS (regresso às trocas comerciais)

Liberalização parcial da NEP, ajudou parcialmente a reconhecer a URSS pelos países ocidentais.


Negativo – ameaças ao ideário revolucionário de Lenine; Ideário colectivo

Nepmen – pequenos industriais mais pequenos
Os bolcheviques querem uma sociedade sem classes, mas a NEP ajudou à nova burguesia: rica.


 Assim, em 1927 deu-se o fim à NEP.


1924 – Lenine morreu, mas não diz quem o substituiria.
Mas descreve-os:
 Trotsky
 Estaline


Quem sobe?
ESTALINE (morre em 1953) – apropriou-se da imagem de Lenine. Culto a Lenine


1928/1929 – Estaline tem o rumo da URSS nas mãos que o lidera.
Totalitarismo


Estalinização da URSS:

 Não há lugar para a oposição (quem não estava de acordo era posto na rua)
 Abre as portas à juventude (presta culto a Estaline)
 Culto do chefe – pai da pátria (estátuas por todo o lado)
 Perseguições – recurso ao terror
 Transforma-a na 2ª potência (após EUA)


Estados Unidos da América
 Grande potência económica (após 1917)
 Ponto de referência
 Anos 20 – loucos anos 20 (Era da prosperidade)


Era da Prosperidade
 Estilo de vida americano, serve de modelo nos anos 20
 Expansão do capitalismo
 Consumismo
 Alargamento do mercado externo/interno
 Cresce o crédito
 A bolsa sobe – subida das cotações – prosperidade das grandes empresas
Com esta prosperidade e a subida das cotações originou o aumento de número de especulações… muitas vezes para comprar acções as pessoas recorrem ao crédito.
Busca do lucro fácil, jogo da bolsa – as pessoas chegam a comprar as cotações por um preço maior do que as empresas valem.
Há um momento em que o mercado faz um reajustamento das cotações, ou seja, as cotações passam a ter o valor que valem e não quanto estão a ser vendidas, ou seja, muito mais baratos.
 Recurso ao crédito – os bancos facilitam os créditos às famílias americanas, isto alimenta uma prosperidade artificial – aumentou o consumismo norte-americano
 Condições de vida – electrodomésticos, carros, cinema, teatro, jaz
 Emancipação da mulher (sociedade contemporânea)

Anos 20:
2ª Revolução Industrial/expansão do capitalismo
- compram electrodomésticos
-carros, etc…

(recurso ao crédito/consumo)

As empresas começam a concentrar-se
Standarização da produção – Taylorismo
Produção em cadeia e em massa

Agricultor – começa a haver muita produção em comparação ao que é consumido (isto, antes da crise)
Com isto, menos lucro – para produzirem tanto eles recorrem ao crédito. Quando chegou a Crise, a situação agravou-se.

Ainda antes da Crise:
 Diminui a compra de viaturas, logo a indústria automóvel teve de tomar medidas – diminuíram a produção, o que veio mais tarde a prejudicar a indústria metalúrgica – Desemprego.
 Muitas pessoas que tinham acções, começaram a aperceber-se da situação e optam por vender as acções.
Em Outubro de 1929 milhões de accionistas tentam vender as acções e com o acerto o seu valor baixou muito.

A agricultura já não tinha capacidade, o que vai afectar todo o país.


Grande depressão dos anos 30

1929 – Crise (“Crash”) – abala os EUA

O coração capitalista cede; as economias que dependiam
Dá-se uma queda global dos EUA são também abaladas

 A URSS, esta não é abalada pelo “Crash”.


A Crise de 1929 abalou profundamente as bases do capitalismo liberal, daí ter um lugar privilegiado entre as crises (económicas)


Crise  Recessão
Se o recuo for violento e se Contracção da actividade
alastrar no tempo económica de fraca amplitude e curta duração


Crise de 1929 (implica muitas coisas):

 Afectou profundamente a estrutura capitalista liberal
 Afectou a demografia
 Afectou a cultura
 Afectou a indústria
 Afectou a política
 Instabilidade na vida familiar
 Desemprego




Política – lesada na Crise – Política Liberal Democrática

Daí o triunfo mais tarde dos Partidos Fascistas

Incluindo os EUA – começaram por ser bolsista
Wall Street – 24 de Outubro 1929 – resultados dos valores da bolsa a baixar ameaçadoramente – Crash

A Crise alimenta-se a si própria
 Quebra das cotações
 Não há dinheiro para consumo
 Logo, há quebra do consumo (não há escoamento)
 Há redução da produção
Logo, há desemprego
O consumo diminui novamente, cada vez mais… (ciclo vicioso)

As pessoas recorrem aos bancos para recuperarem as poupanças, famílias no desemprego. Aqueles que não tinham emprego temiam ir para a rua com cartazes que ofereciam mão-de-obra a um dólar por semana.

Estilo de vida norte-americano: Cartaz – “Família Feliz”

Os estrangeiros e negros foram os primeiros a sofrer com a crise, e os que sofreram mais: foram desempregados mais cedo e não conseguiam arranjar trabalho com facilidade.

Com a I Guerra Mundial os EUA passaram de devedores a credores da Europa.
Credores em crise, logo os países europeus também entram na crise (com a crise os bancos americanos repatriam fundos investidos na Áustria, Alemanha, as empresas ficam descapitalizadas – sem crédito, não há bancos que emprestem – nem as pessoas podiam pagar).
Não há escoamento da Europa para a América – falência de empresas na Alemanha e Áustria.


Depressão de 1929 intimamente ligada ao fascismo na Europa.
Crise bolsista – Crise de crédito – Crise de produção
(queda do rendimento, preços, baixa produção, quebra da procura, desemprego)

Livre cambismo passa a proteccionismo, logo as exportações entram em declínio grave.


1929 – Crise Industrial?
A produção decai bruscamente, não há capacidade de escoamento e de desenvolver novas tecnologias (100% de baixa de produção para 64% em 1933); bens baixam com a quebra drástica dos preços: bens alimentares (-55%); matéria-prima (60%); desemprego (30 milhões).

Surgiram bairros em várias cidades americanos.



Aula 5 17/10/06


Nos anos 20, o recurso ao crédito fez a sua quota-parte no consumismo norte-americano.
Os títulos e as acções da bolsa sobem, por detrás delas está a esperança dos Americanos em ter lucros fáceis: recorrer ao crédito para apostar na bolsa.

No entanto, as cotações sobem mais que o valor real das empresas – especulação.

Em 1929 houve um reajustamento das cotações. Ou seja, os Americanos compravam “gato por lebre” e descobrem que as suas acções valiosíssimas, na verdade, valem metade do que supunham e compraram.

A Era da Prosperidade é exemplo claro da expansão do capitalismo liberal.

 Massificação dos produtos através do trabalho em cadeia.

O agricultor americano recorre ao crédito para modernizar a sua quinta, mas a oferta era maior que a procura. Logo, como tinha dado a quinta como garantia, vê os seus bens penhorados.

Os mais avisados continuam a vender as suas acções mais duvidosas. Os pequenos accionistas fazem o mesmo. Logo, as acções caem drasticamente.
Começou a eclodir a crise.

A crise de 1929, abalou profundamente o capitalismo liberal. Afectou também as democracias, que uns anos mais tarde leva ao fascismo.

A 24 de Outubro de 1929, eclode a crise bolsista de Wall Street (5ª feira negra). Dá-se o “Crash” da bolsa que durou 22 longos dias.

Tal crise alastrou-se a todos os sectores e mais tarde em países bem longínquos.
Começa em crise bolsista, passa a económica…

Com a crise, os bancos Americanos exigem o repatriamento dos dólares investidos na Europa. Como a Europa também não possui esse capital, também ela entra em crise.


A crise passa a ser generalizada do ponto de vista geográfico e
sectorial


Industrial
Comercial (preços baixam)
Laboral (mais desempregados)
Bancária (muitos faliram):
 Em 1926, 642 empresas faliram nos EUA
 Em 1930, 1345 empresas …
 Em 1931, 2298 empresas…


Em 1930/1931 é a altura em que a crise se expande pela Europa. A França é atingida mais tarde, mas durante mais tempo.

Os países subdesenvolvidos dependem muito da exportação de matérias-primas. No entanto, com a crise também o nº de exportação diminui.
A crise afecta profundamente os EUA, a Europa industrializada e as colónias que dependiam da exportação de matérias-primas aos países industrializados.


Planificação económica: conjunto de medidas assumidas pelo governo com intuito de atingir um conjunto de objectivos, num determinado período de tempo.

Na URSS, acaba a NEP, que é substituída pela planificação económica. Estaline tenta e acredita que a colectividade é o futuro.

A planificação económica (conjunto de medidas assumidas pelo governo) varia de acordo com o regime económico.

A crise não atinge a URSS.
O marxismo defendia que o capitalismo era um sistema injusto que criuaria uma crise que o auto-destruiria .
Apelavam à revolução. (socialistas)

Na política anti-crise liberal, não há uma intervenção do Estado. As leis do mercado falam livremente.

Social – democrata, reformistas, como supera a Crise?
Criam um conjunto de reformas no sistema para facultar melhor distribuição dos rendimentos e caminhar rumo a uma certa socialização económica.
E os que não se reviam no socialismo e comunismo?
Só um líder forte suportaria tudo isto …

Será que a Crise de 1929 foi uma surpresa?
Sim, foi uma surpresa.
O presidente dos EUA (1928) Collich – cultivava o isolamento e afirmava que a pobreza iria ser irradiada dos EUA.
Mas em Dezembro de 1928 – ultimo discurso ao Congresso EUA – “reinava a tranquilidade, record prosperidade – satisfação, paz…”
Mesmo após a crise a administração não acreditava na crise (31º Presidente dos EUA) – Hover: Acusado da crise e foi só após a crise que foi eleito.


O que fez?
apoiar o consumo (porque a crise estava para breves momentos)


Durante a Guerra:
 A inflação vai limitar o consumo. Influencia a 2ª Revolução Industrial e desnivela a oferta/procura.
 A especulação bolsista ocultou durante algum tempo uma super-acumulação de capitais mal distribuídos. Vegetava-se mercados.

Políticas liberais, anti-crise ou deflacionistas: na tentativa de recuperar, mas que só agudizam tudo


Pensamento liberal: Qual o papel do estado? – pouco!
O estado não intervinha – acreditava-se que tal actividade económica recuperasse mais cedo ou mais tarde.


Preços descem, salários descem, consumo desce – Políticas Liberais

Tudo ajuda a que mais cedo ou mais tarde recupere – os trabalhadores aceitam salários mais baixos para reduzir o custo.

Mas estas medidas só fazem a “capacidade” cair cada vez mais, tanto o mercado interno como o externo


Causas da crise (segundo Gaulvnier):

 Excesso de produção face à procura – aumento de 43% da produção proletário manufactureira entre 1919/1929
 Desequilibrada distribuição de rendimentos – os ricos eram muito ricos. 5% dos que tinham os mais altos rendimentos, arrecadavam 1/3 do rendimento pessoal global.
 Deficiente estrutura de empresas bancárias – muitas empresas independentes mais fracas, com fraca capacidade de resposta tendem a desaparecer e a enfraquecer as empresas mais fortes.
 Situação duvidosa da balança externa – na medida em que os EUA continuavam a aumentar o excedente das exportações sobre as importações. Aumento das medidas proteccionistas que afecta o comércio internacional.
 Triste estado da compreensão económica – durante muito tempo usaram a política flaccionista (a crise era superada por si só, interessava era manter a liberdade – capitalismo liberal)

Qual a natureza da Crise?
O que Hover fez? “comprem” – mas com o quê?
Houve países que o fizeram. Os governos não sabiam como lidar com a crise.
Tomaram-se políticas liberais anti-crise ou deflacionista: acreditava-se que só por si a economia tem mecanismos que recuperam da crise, sem pôr em causa o liberalismo. O Estado não devia intervir, pois isso punha em causa o liberalismo

Prejudicaram as liberdades – cortariam nas obras, nos serviços


Teoria Keynesiana (economista inglês): cabe ao estado: incrementar o emprego – obras públicas (consumo aumentou); subsídios de desemprego; fixar salários mínimos (para sobreviver, não excrepâncias dos salários)
Desvalorização da moeda (para aumentar as exportações)  Aumentar o défice público para melhorar a economia.


Política anti-crise liberal
Politica anti-crise keynesiana Resposta à Crise
Politica anti-crise fascista


Anti-Crise Fascista
 Figura política forte
 Estado acima de tudo
 Obras públicas
 Baixa dos salários para aumentar os lucros das empresas
 Rearmamento activo (com Hitler o desemprego é 0%)


Para isso é necessário matéria-prima, o que se fez?
Expansão, criar um império e também para pôr em acção a máquina de guerra até então construída: pseudo – solução (falsa e levou à 2ª Guerra Mundial)

Crise de 1929 – Interacção do Estado/raízes do (mais tarde) estado providencia: revolução liberal; económico ortodoxo/na vida económica.


Aula 6 24/10/06

Os grandes paradigmas: Italiano/Alemão

Por extensão, fascismo é aplicado aos governos de extrema-direita e aos regimes autoritários.

O caso português – um regime autoritário com características fascistas: Estado Novo.


Porque é que a Europa se sentiu tentada pelos Estados autoritários?

 Fascismo (Itália)
 Nazismo (Alemanha) – o fascismo levado às últimas consequência

Os vários tipos de regime autoritários que são considerados extremos (Fascismo VS Estalinismo por vezes tocam-se)

A Crise de 1929 ajudou a instaurar/consolidar os totalitarismos fascistas.
A evolução Italiana e a evolução alemã são diferentes.


A I Guerra Mundial – inflação galopante (descontentamento)

Reduz o poder de compra – dificulta a vida dos agregados familiares

Marginalidade (cresce cada vez mais)

Era da prosperidade: stand by da ascensão dos regimes totalitários

As feridas que ficaram abertas e foram ilusoriamente escondidas pela prosperidade voltam a agir com a Crise 29 – nova onde de marginalidade – crime dos regimes fascistas.

 30 milhões desempregados mundial

Três grandes políticas para tentar combaterem a crise:
1. Liberal- deflacionista
(ex: Alemanha) crise alimenta-se a si mesma (o Estado não interessa)

2. 32/33 – sobretudo nas democracias politicas inflacionistas – Estado intervém na economia

3. Políticas fascistas
Pseudo-solução: rearmamento, expansionismo: 2ª G.M


Os fascismos vêm-se opor ao comunismo.


Fascismo Italiano:

Benedito Mussolini:

1919 – Movimento “fasci”

1921 – partido nacional fascista – tem o apoio de milícias, grupos motorizados e armados que espalham violência e o terror e perseguem os apoiantes de esquerda.

Culto de força e violência ajuda Mussolini a chegar ao poder.


Pós-guerra:

sumário historia - 1ªParte

Aula 1 19/09/06

Séc. XX: de 1914 aos nossos dias

Temas:

1) I Guerra Mundial – 1914
– emancipação social e política das mulheres

2) Junções Russas e União Soviética – revoluções russas 1917

3) Crise de 1929 – características e importância

4) Fascismos – cada país que o abraçou acabou por lhe dar um motivo diferente,
 Italiano – Mussolini
 Alemão – Hitler/Nazismo
 Português – Estado Novo/Salazar

5) II Guerra Mundial – 1937/1945
O peso de uma Guerra Mundial
Cinco vezes mais vitimas que na I Guerra Mundial


A EUROPA AUTO DESTRÓI-SE

6) Guerra-Fria

7) Descolonização
Terceiro Mundo mais problemas

8) Despertar da Ásia

9) Islão e mundo Árabe

10) Etapas da construção europeia

11) Desmoronamento do bloco soviético


Aula 2 26/09/06

I GUERRA MUNDIAL
OU
A GRANDE GUERRA
(1914-1918)

 Repercussões profundas na estrutura do séc. XX

O que quer dizer Guerra Mundial?

Guerra travada em solo europeu, mas não só; com o tempo viu-se a multiplicação dos actores da guerra a uma escala mundial.

A Guerra dos 30 anos (1914-1945) do séc. XX: o tempo que vai desde a I Guerra Mundial até à II Guerra Mundial (é quase como se as duas grandes guerras fossem dois “assaltos”).

Consequências: declínio da Europa Ocidental


Guerra Total VS Guerra Mundial

Guerra com várias frentes
(económicas, políticas, técnicas, sociais)


Para uma Guerra Mundial é necessário que o país tenha uma boa estrutura económica que possa aguentar os anos de crise, ou seja, os principais actores da I Guerra Mundial eram os países mais industrializados (Alemanha, Itália, Inglaterra, França)

1913 – Europa Ocidental tem hegemonia mundial
Contudo, o país com a melhor produção industrial do mundo são os EUA.
Mas em 1913, são devedores à Europa.
No final da I Guerra Mundial, os EUA, tornaram-se credores;
Metade do stock mundial de ouro está na mão dos EUA.

Em que se traduz esta hegemonia europeia?
Impérios coloniais (o maior: britânico e também o francês)

Conferência de Berlim

Quando começou a hegemonia europeia?

Historiador do séc. XX: Fernand Brandel – foi com o arranque da Industrialização (séc. XVIII)
 capitalismo  comércio

 A conquista do “mar alto” nos sécs. XV e XVI foi o pontapé inicial para a Europa se tornar na principal hegemonia, que aumentou com a Revolução Industrial no séc. XIX.


O que é um Império?

Características:
 Grande extensão territorial/oceânica
 Plurinacionais (várias culturas  nações)
 Existe um desenvolvimento tecnológico
 (entre outros)

As vésperas da I Guerra Mundial:
Europa dividida:

Tríplice Aliança VS Tríplice Entente Colonial


Alemanha França
Império Austro-Húngaro Inglaterra
Itália Rússia

Corrida ao Armamento
2ª Revolução Industrial – inovação tecnológica que viria a ser usada na Guerra


PAZ ARMADA

Uma Europa de antagonismos


Alemanha rival directa da Inglaterra









Com todo este clima de tensões, qualquer pequeno incidente podia colocar as duas alianças europeias em Guerra:

1914 (28 Junho) – Assassinato do príncipe herdeiro, Francisco Fernando, do Império Austro-Húngaro por um nacionalista sérvio em Saragoça.

 Explode a Guerra
 Autodestruição europeia

A Tríplice Aliança também é conotada por autocráticos, sendo mais tarde Impérios Centrais.
A Tríplice Entente-Colonial transforma-se mais tarde em Aliados.

Portugal entra na Guerra a 1916, ao lado dos Aliados.

Plano Schlieffem: a Alemanha não podia estar em Guerra em duas frentes diferentes para poder concentrar todas as suas forças na frente mais importante. (1ª fase da Guerra)





1ª Fase da Guerra: Guerra de Movimento (1914)

Alemanha lança ofensiva à França, mas são travados na Batalha de Marne, após se terem movimentado bastante.


2ª Fase da Guerra: Guerra das Trincheiras (1915-1917)
ou Guerra de Posições

 Depois de uma Guerra de Movimentos passou-se a uma Guerra mais estática devido a um certo equilíbrio de forças que se deu e às estratégias;
 Trincheiras: vala rasgada no solo para abrigar os soldados e no exterior armados com arame farpado
 Com a Guerra das Trincheiras surgiram 3 grandes frentes:
 Ocidental
 Balcânica
 Oriental



Ar

I Guerra Mundial Mar
Terra


O que os Estados Maiores vão reivindicar?
(como se pode romper a frente inimiga?)
é necessário uma superioridade grande a nível de fogo  reforçamento da corrida ao armamento e à inovação tecnológica

Recorre-se a uma nova arma, Gás Tóxico, por vezes chegava a ser mais perigoso para o próprio exército do que para o inimigo.
 Impacto Negativo  acordos para não se utilizarem este gás.


1917 – Outro actor que se insere na Guerra: EUA
Dois grandes acontecimentos com fortes influências no desenvolvimento da Guerra – revoluções russas (Lenine)
Rússia retira-se do campo de batalha.
Março 1918 – pequena paz com retirada da Rússia de Bolchevique


3ª Fase da Guerra: Guerra das Grandes Ofensivas (1918) - (Alemanha VS Aliados)

Alemanha, contra os franceses e os aliados antes de se registarem as consequências directas da entrada dos exércitos americanos na guerra


País muito longe – leva muito tempo a atravessar o Atlântico, a preparar e reunir tudo para ingressar numa Grande Guerra

11 Novembro de 1918 – Fim da I Guerra Mundial, com a Alemanha a render-se

Portugal participou na Guerra – Porquê?
 Velha aliança com a Inglaterra – Governo Inglês pede para o Governo Português capturar os navios inimigos.
 Outros interesses/motivos
Económicos: (Império Colonial) vida económica portuguesa depende do comércio – colónias  Portugal quer manter a integridade do seu Império Colonial e a sua própria dependência politica
 Em nome dos ideais democráticos próprios de uma República, adere à Guerra para combater os governos autocráticos.


Balanço da I Guerra Mundial

 Europa perde hegemonia
 Europa perde mercados
 Europa perde tudo: completamente destruída
não há caminhos-de-ferro, pontes, estradas, condições para agricultura, etc.
 E.U.A auxiliam a Europa em todos os sectores, o que proporciona o próprio desenvolvimento dos E.U.A.


Grande potência Económica e País – símbolo do capitalismo económico
(só em 1947 se assumem como potência politica)


A I Guerra Mundial, a Crise de 1929, e a II Guerra Mundial ajudam a criar o “Estado de Providência”.


Com a I Guerra Mundial surge um novo mapa político:

o Monarquias europeias diminuem (as famílias aristocráticas perdem os poderes que tinham: Império Austro-Húngaro, Alemanha, Rússia, etc.)
o Consequentemente: desmembramento de certos Impérios  aparecimento de novos países independentes
o Repúblicas aumentam

Mapa político transforma-se profundamente – novas fronteiras

o Consequências demográficas:
 Fala-se em cerca de 10 milhões de mortes
 Inúmeros inválidos físicos e psiquiátricos – número impossível de calcular
o 10% da população activa europeia desaparece
o Baixa natalidade – os homens na Guerra e dificuldades financeiras não ajudam os casais
o Surge uma nova figura social – ex-combatente, que vai ter inúmeras dificuldades na reintegração social – começa-se a questionar se tudo valeu a pena  reivindicam um tratamento especial pelo Estado

Passa a ter um papel mais importante na vida económica e social – intervenção (ainda que limitada)

o Do ponto de vista social: uma nova visão social – emancipação feminina
As mulheres substituem (bem) os papeis que eram dos homens  caminhada para a igualdade jurídica

Anos 20: emancipação gradual da mulher com a melhoria da imagem feminina durante a I Guerra Mundial

o Relações internacionais:
1919-1946 – SDN (Sociedade Das Nações) – procuram zelar pela paz mundial – condenada ao fracasso, pois os EUA não a integram


1919 – Tratado de Versailles (em parte, o grande responsável pela II Guerra Mundial)
França: desarmamento e desmilitarização da Alemanha;
Alemanha perde colónias;
Alemanha tem de pagar as multas de Guerra;
tudo isto,
Veio alimentar ainda mais os antagonismos entre a França e a Alemanha

Inglaterra preocupa-se com um novo rival – o comunismo da URSS – temor que o comunismo se possa propagar;
Itália quer hegemonia do Mediterrâneo;

A CEE é uma tentativa de apaziguar a Europa e juntar a Alemanha e a França.

Rússia quer ocupar o antigo lugar alemão;


Antagonismo França – Alemanha
é o responsável pela I Guerra Mundial e pela II Guerra Mundial

O que fazer para solucionar este antagonismo?
Tentar a reconciliação, para tentar apaziguar a Europa absolutamente destruída e saturada desse mesmo antagonismo.





Aula 3 3/10/06

Consequências da I Guerra Mundial:

Tratado de Versailles – Alemanha sente-se humilhada  espírito de vingança

Os políticos vão exaltar o nacionalismo ao máximo/exagero

Espírito democrático veio vencer a I Guerra Mundial com a multiplicação de repúblicas – se bem que estas mais tarde vinham a dar lugar a governos autoritários – como o fascismo em Itália.

Fim da I Guerra Mundial – tensões sociais em vários países

implantação de estados autoritários

Caminho para a II Guerra Mundial


A ordem que se estabelece na Europa após a I Guerra Mundial foi efémera.

Uma das principais consequências da I Guerra Mundial é o facto de a Europa perder a sua supremacia.

Entre 1914-1949 vive-se um nacionalismo absolutamente exagerado que vem ajudar à auto-destruição da Europa.

Progressiva igualdade jurídica da mulher, que vem depois nos anos 20 ajudar à grande emancipação feminina.

EUA – de devedores passam a credores da Europa.


Os espaços que sofreram mais com a Guerra:
o França – Nordeste
o Itália – Norte
o Rússia europeia – área profundamente devastada com a Guerra
o Alemanha (pouco)


Áreas devastadas:
 Pontes
 Estradas
 Caminhos-de-ferro
 Fábricas


A I Guerra Mundial foi um “presente” para as revoluções.

(As Revoluções Russas – 1917)

Os preços aumentaram – problemas de inflação de capacidade de consumo.

Doenças
A população está fragilizada, a sua resistência é fraca. Estão mal nutridas.
1918 – um milhão de indivíduos mortos com a gripe espanhola

Militar
Mecanização
Armamento
Aviação (um “laboratório”)
Grandes submarinos

Revolução Russa (1917)


Fevereiro – Março (port)

Revolução Outubro – Novembro (port)


A Rússia no inicio do séc. XX: governada pelos czares é um império (22 milhões km2).

Europa +- 10milhões km2

A população da Rússia – 160/170 milhões de habitantes

1904/1905  Guerra Rússia
Japão – sai vencedor

A industrialização da Rússia: +- 1890 (séc.XIX) e mais na Rússia Ocidental (europeia)
 Fábricas gigantescas

População essencialmente rural/agrícola (80%) – população com dificuldades


Rússia – fome de terra – que possui cerca de 40 % de terra.
Nobreza privilegiada – e uma parte desta nobreza era absentista, nada interessava na modernização.
Técnicas agrícolas rudimentares.

1861 – abolição da servidão – aumento dos pobres

Camponeses ricos – kolaks – força de posição do comunismo na Rússia

Planície do Oeste da Rússia (havia modernização) – O grande produtor de cereais

Rússia
Política: Czar (Nicolau II) – autocrático
rodeado de corte – aristocráticos
- altos funcionários no inicio do séc.XX – corrupção

1905/1906 – Operários – greves – tentativa de direitos civis de igualdade

Fome – manifestações esmagadoras
Derrota na guerra com o Japão + corte corrupta + politica autocrática e autoritária

Imagem do Czar absolutamente negativa foi perdendo popularidade

Partido democrata (oposição a Czar): reformistas – querem uma ordem constitucional, um parlamento, uma democracia ocidental, que dependia dos direitos dos operários

Partido democrata – Marxismo
Bolchevique
Melchevique

Partido Socialista Revolucionário – defendiam o socialismo fundado na economia rural

Lenine – esteve muitos anos na Suiça – exilado por ser contra Czar
Regresso à Rússia. Porquê? – 1917: Revoluções Russas

1914 – Rússia envolvida na I Guerra Mundial e não teve sucesso / êxito (homens mobilizados – 15 milhões)

Os acontecimentos 1914/1917 – relacionados com a Guerra vão abrir as portas aos acontecimentos revolucionários russos.


Fevereiro 1917 Outubro 1917

Quando? (22-02/03) (24-25: 1 noite)

Onde? S.Petersburg S.Petersburg

Quem? Povo Bolcheviques

Como? Espontânea plano muito bem preparado
(motim contra a fome) o seu mentor – Lenine

Porquê? Descontentamento tomada do poder parte dos
Motim – fome bolcheviques

Resultado? Queda do Czarismo tomada do poder pelos
instauração do 1º governo Bolcheviques, queda do
provisório chefiado por: Lvov, governo provisório
Kerenski

 Bolcheviques em Fevereiro: +- 10mil
 Bolcheviques em Outubro: +- 200mil

Governo provisório – cai, porque não iam ao encontro das aspirações da população comum (povo, operário)

Procurou estar ao serviço
da aristocracia rica e
dos industrializados


Rússia – fora da guerra
Operários queriam o poder das fábricas


Lenine sobe ao poder em Outubro de 1917.

Querem ir ao encontro dos interesses do povo para o conquistar e convencer para a revolução.

Rússia retirou-se do campo de batalha, mas para isso perdeu muitos territórios do seu império

Os nacionalistas exacerbados não estão de acordo com estas medidas (caso do Estaline)


2ª Revolução – foi muito bem preparada e Lenine teve ajuda de Troski.


O seu sucesso revela a grande capacidade de organização dos Bolcheviques – uma pequena minoria resgata o poder.


2ª Revolução:

Congresso dos Soviéticos:

Poder – conselho de comissários do povo: Bolcheviques
Líder – Lenine

A Rússia sai da I Guerra Mundial, prepara-se agora para sangrentas Guerras Civis:


Russos VS Exército
Brancos Vermelho


Bolcheviques (comunismo)

NEP – Nova Política Económica (Lenine – Estaline põe-lhe termo)




Aula 4 10/10/06

Rússia:

Indústria pesada (carvão, ferro) – na zona de – Urais
- Ucrânia
Desenvolvimento económico da Rússia era mínimo às potências europeias.

 A Rússia encontra-se muito dependente do sector primário: agricultura (80%)
 Sector secundário: Indústria
 Sector terciário: Bens e serviços

A técnica e a ciência não estavam de mãos dadas com a agricultura russa.

 O povo quer pôr termo à participação da Rússia na I Guerra Mundial, acabando assim com a miséria, com a fome
 O operário, farto de trabalhar ganhava uma miséria e vivia em péssimas condições (sanitárias, vida, trabalho)

Querem direitos (os soviéticos – controlarem as indústrias).
Mas o poder provisório não saía da Guerra, vai ao encontro da nobreza, não do povo.

Lenine quer tirar a Rússia da Guerra, acabar com a miséria, fome, nacionalismo, paz.

Para isso vai ter de ceder ao poder para pôr em prática a sua política (Revolução Russa – 2ª Revolução/Outubro)

2ª Revolução Russa:
 Noite de 24-25
 Organizada com brilho
 Eram 10mil (agora 200mil)
 Apoia-se no ex-menchevique – troski
 Pontos estratégicos – com os seus guardas vermelhos (gás, centrais eléctricas, cede do governo em S.Petersburg, linhas férreas)
 Bolcheviques – sobem ao poder


Revolução resulta! Mas sendo minoria, como manter o poder?
Atrair a população que colabore com os bolcheviques, tomando medidas que vão de encontro às necessidades do povo.


1917 – Lança-se um conjunto de decretos revolucionários que aspiravam ao derrubo do capitalismo e implantação do socialismo ao comunismo (sociedade sem classes) ditadura do proletariado, sem propriedade privada.

Forma que o estado assume na transição de uma sociedade capitalista para socialista (rumo ao comunismo)

 Nacionalização económica
 Propriedade colectiva


O que acontece à grande propriedade?

Expropriada sem indemnizações, oficinas com mais de 10 trabalhadores – nacionalizados, produções agrícolas – tem que entregar ao Estado a sua produção e ficar só com o que precisa para sobreviver, quem controla as indústrias.
Quem controla as indústrias, grandes fábricas e a economia é o ESTADO.


A Rússia não paga as dívidas; saída da Guerra.
(1917 – armistício, nem todos os bolcheviques são a favor).
Março 1918 – tratado Brest – Litovsk: grandes cedências da Rússia “necessárias para pagar a salvação da Revolução Lenine”.


Minoria do povo russo – organiza-se num movimento contra-revolucionário.
Contra os bolcheviques – oficiais de guerra, nobreza descontente, burguesia (patrões) lesados pelos decretos.
 Organizam um exército russo branco, contam com o apoio de potências externas – França (extremamente lesada), Inglaterra, Japão


França/Inglaterra/Rússia – Tríplice Entente Cordial

Tentou impedir que esta revolução bolchevique
tivesse réplicas na Europa Ocidental

Russos brancos são perseguidos – polícia política, são organizadas campanhas para que os agricultores se revoltem contra os Kullacs.